Tristeza, né?
Durante uma viagem não fui capaz de deixar de reparar na cor dos carros - as marcas ficam para outro dia - os carros eram quase todos pretos ou de qualquer outra cor escura. Se não estou em erro, o preto, exceptuando na raça humana, sempre foi uma cor de prestígio, de classe.
Eu própria gosto da cor preta, vestida de preto sinto-me confortável, protegida, e sim também, no fundo, com classe.
Nos Anos 60, os carros, as roupas, os sorrisos no rosto das pessoas, tudo era colorido.
Eu nasci nos Anos 60, por isso o meu guarda roupa é colorido e o meu carro preferido é o Saab 900s cabriolet amarelo.
Para além das cores que se resumem ao preto, os modelos também são todos coisa ou menos coisa, iguais, apenas o Chrysler PT Cruiser, mais uma vez friso que na minha opinião, consegue ser original.
Sim, e nos Anos 60 tínhamos um vasto leque de escolhas, o Carocha, o Austin mini, Pontiac, Fiat 600, Citroen DS 21.
Vivemos obcecados por dinheiro, por posição - ou não somos nós a nação que venera os "doutores", sejam eles "da mula ruça" ou não - tudo o que for preconceituosamente símbolo de classe.
E o resultado?
No tempo da Globalização, nós somos todos cinzentos, tristes, desconfiados, invejosos. Só a cor preta poderia realmente se ajustar a esta maneira de ser e estar.
Tristeza, né?
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